Sobre as Deficiências

Deficiência intelectual

 

No Brasil, as estimativas demonstram que a deficiência Intelectual corresponde à metade do total de pessoas com deficiência.
A definição de deficiência Intelectual mais difundida e aceita atualmente foi dada em 1992 pela American Association of Mental Retardation (AAMR):
 
Funcionamento intelectual significativamente abaixo da média, coexistindo com limitações relativas a duas ou mais das seguintes áreas de habilidades adaptativas: comunicação, autocuidado, habilidades sociais, participação familiar e comunitária, autonomia, saúde e segurança, funcionalidade acadêmica, de lazer e de trabalho. A Deficiência Intelectual manifesta-se antes dos 18 anos de idade.
 
Embora a deficiência intelectual possa ser identificada precocemente (em especial nos quadros sindrômicos e nos casos mais graves), em muitos casos a escola é o local em que surge pela primeira vez a hipótese de que uma criança tenha essa condição, em razão da demanda advinda de aprendizagens escolares específicas.
 
No entanto, tal hipótese deve necessariamente ser confirmada, antes que a criança seja rotulada. Com frequência, as mais variadas características ou peculiaridades dos alunos, às vezes de caráter até mesmo transitório, são falsamente consideradas como sinais ou ‘sintomas’ de deficiência intelectual.
 
Na grande maioria das vezes a Deficiência Intelectual é uma condição relativa em relação aos demais indivíduos de uma mesma comunidade. Em comunidades com menor exigência sócio-cultural, é menor a tendência a rotular pessoas como deficientes Intelectuais. Inversamente, comunidades mais competitivas, com acentuado grau de exigência de desempenho intelectual e de habilidades para funcionar no contexto social, são identificados maior número de deficientes.
 
O diagnóstico de deficiência intelectual, deve ser realizado por mais de um profissional, de preferência um médico ou psicólogo, um pedagogo, um terapeuta e até mesmo uma assistente social. Deve ser levado em consideração o momento da vida, bem como a diversidade cultural, lingüística e sócio-econômica da pessoa.
 
Os testes psicométricos, como o teste de QI, devem ser considerados apenas como um indicador a ser confirmado por pesquisa mais aprofundada, em cada caso. Se a hipótese de deficiência Intelectual for confirmada, a pessoa precisa receber atendimento e apoio favoráveis a seu desenvolvimento, a sua aprendizagem e a sua independência na vida cotidiana.
 
Apenas recentemente as pessoas com deficiência Intelectual passaram a ter um genuíno direito à cidadania e a se beneficiar dos progressos da ciência no sentido de uma compreensão melhor de sua condição e de suas possibilidades de desenvolvimento.
 
Todavia, para algumas pessoas, a idéia de isolar e segregar ainda persiste, na concepção dos que julgam que a plena integração social jamais se consolidará numa sociedade competitiva que preconiza a beleza,a produtividade, o vigor e a conveniência.
 
Para superar essas barreiras e, conseqüente desenvolver ações que garantam o pleno acesso dessa parcela da população aos recursos sócio-educacionais, é indispensável dominar conhecimentos a respeito da deficiência e reconhecer as reações pessoais e sociais provocadas por essa condição.
 
Prevenção
 
A questão do trabalho na área da deficiência intelectual é ampla, complexa e polêmica, tanto no nível social mais abrangente, quanto nos níveis institucional, familiar e pessoal. No entanto, precisamos enfrentá-la.
Enfrentá-la significa continuar avançando no nosso sentir, no nosso pensar e, por certo, no nosso agir.

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